O Flight Simulator 2004 – A Century of Flight


Jornal Take-Off, mês de Agosto de 2003
Artigo: O Flight Simulator 2004 – A Century of Flight, por José Oliveira

O Flight Simulator 2004 – A Century of Flight

No mundo da simulação de voo baseada em PC, o Flight simulator da Microsoft ocupa um lugar de destaque. Este programa editado normalmente de dois em dois anos, vai conhecer uma nova versão.
A expectativa é grande pois com o aparecimento da versão actual, o Flight Simulator 2002, foi dado um grande passo no sentido do realismo, sendo de destacar as seguintes funcionalidades:
– os aviões denominados de AI (Artificial Intelligence) que cumprem rotas e horários pré estipulados, são capazes de cumprir os caminhos de circulação e parquear correctamente obedecendo às ordens do controlo de tráfego aéreo do simulador;
– controlo de tráfego aéreo embora incipiente e com um forte sabor Americano;
– formação de objectos 3D de uma forma automática que têm em consideração as características do terreno em que estão implantados;
– uma reformulação do motor gráfico que permitiu ultrapassar muitas das dificuldades da versão anterior;
– os cockpits em 3D;
– o aparecimento de uma nova ferramenta CAD muito mais potente.
Estes avanços levaram a uma explosão de programas e aviões com características impares até então. De destacar como exemplo o Piper Meridian da Flight1, o primeiro avião vendido para o FS em que se pode comprar o POH original do avião e que contém um Garmin 530 100% simulado.

Estão portanto criadas as condições para que a expectativa relativamente à nova versão seja grande.
A Microsoft deu uma resposta muito concreta com o novo simulador. O FS2004 é uma evolução e não uma revolução. A nova versão melhora os problemas de infância das inovações introduzidas no FS2002. No entanto, atacou muito frontalmente o calcanhar de Aquiles da versão 2002: A simulação das condições meteorológicas. A par destas inovações existiu uma aposta numa amostra dos aviões mais marcantes na história de aviação apresentando um hangar desde o Kittyhawk até ao 747-400 passando pelo incontornável DC3.
A formação de objectos 3D passou a ser bastante mais detalhada beneficiando o nosso País de uma forma particular.
Apareceu a sinalização vertical em todos os aeroportos.
O controlo de tráfego aéreo reteve o sabor Americano. No entanto, já são possíveis mais operações como alteração de nível de voo, funcionamento de pistas paralelas, etc.
Os aviões AI foram estendidos aos aeroportos sem torre de controlo, facto muito do agrado dos amantes dos GA.
A meteorologia foi decididamente a grande aposta. Pela primeira vez aparecem as nuvens em 3D, o descarregar automático das condições meteorológicas, a mudança suave entre vários tipos de condições etc.
Esta nova versão abandonou o tradicional GPS do FS aparecendo um Garmin 500 e um 295 no seu lugar. Estas simulações apresentam a particular característica de mostrarem o mapa do terreno.
Os cockpit virtuais passaram a ser interactivos.
Mais uma vez a nova edição do Flight simulator apresenta-se com uma dupla característica:
– um produto acabado que agradará ao simmer casual;
– uma base de desenvolvimento que irá permitir aos produtores de software atingir novos patamares de realismo e satisfazer os clientes mais exigentes.
José Oliveira
www.airsim.net

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